CASA DO TERROR – A BRUXA – PRÓLOGO


Esta obra é baseada na série de televisão “Hammer House of Horror”. Episódio: Witching Time.

***

Uma linda mulher troca de roupa em seu quarto no segundo andar de sua casa. Ela não sabe que algo maligno se aproxima. Uma criada que saíra do quarto carregando a roupa suja desce as escadas sem notar nada. Algo se aproxima da porta do quarto arfando mais do que nunca e vê a mulher totalmente nua. A mesma pega uma roupa de dormir e envolve em seu corpo perfeito.
Quando senta-se na cadeira para pentear os cabelos olhando-se no espelho na parede.
Algo avança em sua direção rapidamente. Ela sente a aproximação e quando olha para trás, horrorizada dá um grito.

Continua…

Por Alci Santos

CORREIO BR: CASA DO TERROR! MUDANÇAS.


Bom dia a todos.

Anunciei no inicio da semana que publicaria a nova série ou minissérie (ainda estou decidindo) no meio da semana e vou cumprir, porém haverá uma modificação no conteúdo da série.

Agora eu contarei as histórias que foram ao ar em 1980 na série “HAMMER HOUSE OF HORROR”  e chamada aqui no Brasil de “CASA DO TERROR” sob minha ótica. Tentarei não sair muito do tema já que a série escrita aqui será “baseada” na série televisiva e não um relato 100% fiel.

A série televisiva exibiu episódios de 50 minutos cada. A série foi lançada no Brasil em 2 dvds que na verdade eram previstos para três e ficou incompleta.

As histórias contadas nessa minisséries continuarão sendo de caráter eventual, ou seja podem sair em qualquer parte do ano e quantas vezes forem possíveis, diferente das outras que são contadas em um período certo.

A primeira história será “A Bruxa”, baseada no episódio “Witching Time” ou “Tempo de Bruxaria” no Brasil.

Espero que gostem desta publicação prestes a estrear.

Por Alci Santos

CORREIO BR: CASA DO TERROR!


Boa tarde a todos.

Depois de muito tempo procurando uma oportunidade para uma minissérie de terror, chega essa semana CASA DO TERROR.

Diferente das outras minisséries por seu teor, cada capítulo será publicado no meio de semana.

Casa do Terror é ambientada inicialmente em uma casa para aluguel no estilo da casa de  Amityville onde seus moradores contam histórias de terror que aconteceram com eles.

As histórias contadas nessas minisséries são de caráter eventual, ou seja podem sair em qualquer parte do ano e quantas vezes forem possíveis, diferente das outras que são contadas em um período certo.

Espero que gostem desta publicação prestes a estrear.

Por Alci Santos

HANK – SEM SAÍDA – CAP.4


Léo e Hank chegaram em um grande prédio pintado de verde. Na fachada estava escrito em letras bem grandes: “ESPAÇO DE DANÇAS ESTADUAL”.
Entraram e se informaram onde a professora Silvia dava aulas. Caminharam até a porta da sala e pelo vidro na porta Léo notou logo que sua mãe estava lá dentro.
Bateram então na porta e uma mulher aparentemente com seus 45 anos veio abrir…
Quando viu Léo, um grande sorriso se pôs naquele rosto branco quase pálido.
– Léo meu amor, você por aqui? Como me achou?
– Oi mãe – Disse ele dando um abraço apertado na mulher.
– Mãe estou aqui para conversar mas não quero atrapalhar sua aula.
– Conversar sobre o que amor, pode adiantar?
– Não finja que não sabe mãe. Logo você, querendo se fazer de boba. Esse aqui é um amigo de papai, o Detetive Hank. Ele vai nos ajudar a descobrir quem incriminou papai.
– Hummm prazer. Espero que consigam o que querem. Vamos fazer o seguinte: Depois dessa aula teremos o intervalo e então conversaremos. Esperem ali na lanchonete.
Vinte minutos se passaram e então ela apareceu na lanchonete, sentou-se e foi logo falando:
– E então senhor Hank em que posso ajuda-lo?
– Sra. Silvia não quero lhe importunar muito, afinal sei que tem obrigações então vou lhe perguntar apenas o imprescindível certo? – Disse o detetive olhando-a nos olhos.
– Tudo bem, siga em frente – disse a mulher sorrindo.
– Em primeiro lugar gostaria de saber se o seu ex-marido lhe confidenciou alguém que poderia vir a ser seu inimigo.
– Acho que poderia ter alguns que poderiam meter a mão no dinheiro da empresa, mas nenhum que pudesse matar para incriminá-lo e o mandar para a cadeia.
– A Sra. tem como me passar o nome dessas pessoas? Não precisa ser agora. Aqui está o meu cartão. Se lembrar de alguém me ligue.
– Está bem vou refletir e vamos ver o que posso lembrar.
– Obrigado.

CONTINUA…

Por Alci Santos

HANK – SEM SAÍDA – CAP.3


No dia seguinte…

- Estou precisando falar com ela neste momento.

- Sr. Léo, ela não mora mais aqui. – disse o rapaz que era responsável pela limpeza do prédio. Ela mesma pediu para não dar o endereço.

Léo então tirou do bolso uma nota de cinquenta reais e a colocou na mão do homem.

- Isso aqui é para “amolecer” a sua língua.

- Humm, o senhor sabe negociar – falou o rapaz rindo – bom ela pediu para não dizer onde mora, porém não pôs restrição no local do seu trabalho que é em uma escola de danças e eu acho que ela é professora. Aqui está o endereço. É um cartão que ela deixou aqui na portaria se houvesse necessidade de ligar para ela. E como o senhor que é conhecido dela está com necessidade, agora ele é seu.

Após tomar o caminho para casa, Léo recebeu um telefonema.

- Alô?

- Léo? Chegou um moço aqui que quer falar com você. Disse que o nome dele é Hank – falou Nádia do outro lado da linha.

- Nádia, por favor faça companhia a ele pois ele vai ser de grande importância para descobrir quem está por trás da prisão de meu pai.

- Graças a Deus – disse Nádia.

- Aguarde que estou chegando.

Meia hora depois, Léo já estava em casa.

- Então o senhor e meu pai são grandes amigos?

- Sim Léo. Somos amigos de infância. Na verdade, melhores amigos de infância.Naquele tempo, seu pai me livrava de muitas encrencas. Como eu era baixinho, ele me defendia de muitos meninos que se diziam machões, mas na hora que seu pai chegava, todos fugiam e eu ficava aliviado. Mas muitas vezes livrei seu pai da reprovação certa. Um dia ele estava desesperado e durante uma semana ensinei matemática financeira para ele, isso já na faculdade. Mas ele conseguiu a média para passar com folga. E assim até hoje quando um precisa do outro, sempre os problemas são resolvidos.

- É muito bom saber que temos uma pessoa que podemos confiar, seu Hank – disse Léo

- Não precisa me tratar de “seu”. Chame-me apenas de Hank.

- Nesse momento estamos desesperados e sem saber o que fazer – falou Nádia soltando uma lágrima.

- A senhora é a esposa dele?

- Sim Hank, nós somos muito unidos e eu pretendo levar essa investigação até o fim, custe o que custar. Nós nos amamos muito e não pretendo deixa-lo apodrecendo ao lado de bandidos de alta periculosidade, mesmo ele tendo diploma.

- A partir de agora somos todos amigos e vamos todos trabalhar para descobrir quem está por trás de tudo isso e enviá-lo para a cadeia mais próxima e livrar seu pai Léo e esposo Nádia da cadeia.

- Então Hank aqui está o endereço de onde Silvia trabalha. Ela é a “ex” de meu pai.

- Humm… excelente começo Léo. Vamos lá agora mesmo.

CONTINUA…

Por Alci Santos

O IGARAPÉ DO INFERNO – 18 DE 18 – FINAL


Manuel Bastos, entretanto, piorou e entrou em coma. Um dos seus últimos momentos lúcidos foi perguntar por seu gravador. Ele queria dizer algo, como que fazer um depoimento. Mas logo nada conseguiu falar e desfaleceu, sendo levado para o hospital.

Depois de sua morte não mais se ouviu falar dos depoimentos chamados por ele de “O igarapé do inferno”.
Aquelas páginas datilografadas ficaram esquecidas na gaveta de uma cômoda até que ser comprada pelo autor dessas linhas em 1972.
Na realidade, abandonei o incômodo móvel numa casa alugada na rua Prof. Eurico Rabelo, perto do rio Maracanã, que não existe mais.
Os textos permanecem comigo, até hoje.
Com Manuel Bastos morreu o último remanescente daquela época.
O Palácio Manixi desapareceu na floresta completamente. Hoje é difícil localizá-lo. As ruínas daquela construção talvez ainda estejam lá.

O relato de Benito Botelho, que o viu pela última vez, diz:
“Súbito, na margem do rio, apareceu uma mulher vestida de verde que dançava na parte elevada do terreno e com o braço erguido sustentava um vaso de onde partia uma seringueira já crescida. O tronco da árvore passava por trás da estátua de mármore agora verde que D. Ifigênia Vellarde tinha trazido da Europa no fim do Século passado.

ATRÁS daquela mulher congelada estava – magnífico, supremo, inominável, majestoso – o Palácio Manixi!
TINHAM chegado ao Manixi. O choque era alucinante e belo.
Das janelas abertas saíam grossos e longos galhos de árvores frondosas, nascidas por dentro, e assim parecia que o Palácio tinha criado asas e ia começar a voar.
O Palácio se cobrira de uma pátina de beleza extraordinária, de uma vitalidade monumental – estava ali, vivo, lavado, enlouquecido marco de seu tempo.

Era um santuário, dominava o ambiente, um templo antigo, perdido no meio da floresta, de uma outra era. Toda a luz ao redor irradiava dele, de uma civilização de um outro século, de um outro mundo desconhecido, limite vivo do luxo e do esplendor da borracha do fim do Império.

A floresta avançava contra ele, construindo um estranho cerco sobre a moldura e irisação de sua arquitetura antiga coberta de cipós e de galhos de uma folhagem abundante que vinham de dentro dos salões requintados e criavam a aura de um extasiante espetáculo.

 A lancha aportou e Benito desceu e se aproximou da escadaria de mármore. Uma cascavel se recolheu por baixo das pedras soltas da guarnição.
Ali estava todo o passado da Amazônia, sobre os degraus cobertos de folhas secas, sobre o fino e florido gradeado de ferro carcomido e enferrujado.

A porta estava aberta. Do pórtico, Benito viu, no meio do amplo salão, sobre o chão de tábuas corridas cobertas de plantas e a ruir, intacto, nobre, faústico, o reduzido piano de cauda Pleyel de Pierre Bataillon. Era a única peça do aposento, o único móvel que ficara e ali estava, abandonado, fechado, reprimido, sufocado, em silêncio, como após um concerto, quando se apagam as luzes e o teatro fica vazio e despovoado.

MAS todos os suntuosos fantasmas exsurgiam dali. Toda a História desfiava o seu curso. O tempo ali se congelava, inerme, no meio dos amplos salões, desaparecendo ao longo daqueles mesmos corredores, escorrendo ao longo das paredes pesadas de estuque, lúgubres, de uma decoração barroca. Eram seres invisíveis que despontavam, uma vez mais, arrastando longos e pesados vestidos de veludo verde, envergando reluzentes casacas, esquálidos, saídos daquele sepulcro do luxo daquele tempo, através daqueles amplos espaços povoados de símbolos, dentro daquela enorme construção de um outro mundo, do fim de um mundo de onde todos tinham fugido, povoado de demônios, culpados, expiando suas culpas mortas.

E à noite desfilavam, ao longo daqueles corredores, através da seriação de janelas e portas, refletindo suas sucessivas silhuetas nos espelhos apagados, misturando-se com figuras pintadas nas paredes, e famintos, gélidos, sem ousar sair ao jardim abandonado, aquém do porto as ornadas figuras de fino e feroz olhar que não permitiam a ninguém penetrar naquele santuário do desperdício da riqueza antiga e condenada, ninguém pudesse subir aquela escadaria e atravessar aquelas salas além daqueles mármores trazidos há incontáveis anos para ladear-se com o cinzento e o estilizado. Era como se dissessem: “Desaparecei!”. Ou como se ameaçassem: “Afastai-vos!”.

E à noite a figura do antigo e descamado dono poderia ser vista, através das janelas, como se o iluminasse uma catedral, mostrando-lhe a face horrível e desesperada, os olhos mergulhados no escuro, à procura de algo, à procura do tempo, à procura de si – e passando sem que ninguém o visse na sua infinita miséria. “E todo o esplendor daquele luxo antigo era uma torturação sinistramente mergulhada na destruição de um império ali por fim silenciado”.

Por Rogel Samuel

O IGARAPÉ DO INFERNO – 17 DE 18


– Sim, vida, vida. Fecundada vida! Erotizada vida! Mas vida é o que peço nesses meus últimos momentos. Pois foi a vida, da vida, ela que me fez viver durante tanto tempo neste meu corpo hoje tão perto da morte. O quê? Sim sim, mas ainda posso viver muitos anos… Muito mais do que você, menino! Ainda sinto, ainda sinto. Mas sinto. Se aperto doem. Isto tudo vai acabar comigo, um dia desses, vai. O novo remédio está atuando. Mas não se assuste menino, ainda estou vivo e continuo contando e terminando, ah, ah, ah, não. A vida é minha, a noite é minha, com as estrelas. Passo as noites fora, sabe, depois que você dorme, eu saio. Ninguém me controla. Não! Eu quero e mereço. São talvez nas últimas noites de minha vida, talvez, mas as quero, as mereço, eu as quero e mereço. Gosto de andar, sobretudo de noite. Nas ruas escuras e desertas.
Eu estou morrendo e vem você perguntar se não tenho medo de ser assaltado!
Conto é continuo. Conto. Como no meu Amazonas. Como naquele dia do ataque dos Numas à aldeia Caxinauá. Mas tenho de atar as peias para poder explicar umas coisas fundamentais. Estou confuso. Sim, sim…
“Querida mamãe:
“Um fato extraordinário aconteceu: meu patrão, aquele velho que eu disse para a senhora que estava para morrer, de repente melhorou com um novo remédio e já sai de casa sozinha e à noite, sem que ninguém saiba para onde ele vai.
Dizem até que ele vai visitar uma casa de mulheres, que está aqui perto, ou que ele voltou a beber nos bares que ficam abertos por aqui.
Ele é muito corajoso, pois a Lapa é muito perigosa durante a noite e ele tem chegado por volta de 3 horas da manhã, e aí passa quase todo o dia dormindo.
Mas ele me disse que vai continuar a me contar aquela estória que eu estou gravando para ele, chamada “O igarapé do inferno.
Eu fico preocupado, pois se ele parar de gravar eu fico sem ter o que fazer no apartamento, e posso perder o emprego.
Ninguém sabe o que ele vai fazer se continuar a melhorar com o novo remédio que está tomando.
Espero que a senhora esteja bem, junto com todos.
João Manuel”.

Conclui a seguir…

Por Rogel Samuel