CASA DO TERROR – A BRUXA – CAPÍTULO 01


O telefone toca. David está bastante ocupado editando o filme em que está trabalhando. Seu cachorro nota sua chegada para atender o telefone e vai de encontro a ele. David coça a cabeça do seu xodó e depois atende o telefone:

- Alô? Aqui fala do 341.

- David?

- Mary, onde você está até essa hora? – disse ele olhando para o relógio.

- Estou ainda aqui no flat. Estou ligando para dizer que não vou para casa hoje porque estou cheia de cenas para fazer.

- Droga! Pelo menos vai aparecer por aqui amanhã?

- Não sei. Estou também estressada porque Fred vai mudar o horário e tenho que ficar esperando ele me avisar.

- Humm… sei.

- Sinto muito, mas estou de mãos atadas.

- Quer saber de uma coisa? Deixe pra lá!

- Se eu for pela manhã eu te ligo avisando.

- Ok vou ficar na espera.

- Você pode dar uma olhada no Muffin? Ele pode abrir o estábulo e fugir como já fez antes.

- Não se preocupe pois já cuidei disso Mary.

- Ok, e como vai o trabalho por aí?

- Vai bem, já estou chegando na cena onde você é atacada pela criatura e morre.

- Ótimo, assim você pode ter um certo consolo.

- Mary temos que…

- Boa noite, amanhã ligo.

E dizendo isso a mulher desligou friamente enquanto o homem que estava a seu lado em sua cama lhe oferecia uma taça de champagne. 

Continua…

Esta obra é baseada na série de televisão “Hammer House of Horror”. Episódio: Witching Time.

Por Alci Santos

HANK – SEM SAÍDA – CAP.5


Hank saiu acompanhado de Léo e entrou no carro. Saíram normalmente para fazer um lanche.

Quando voltaram para o carro, alguns minutos depois viu um camaro todo negro com vidros no estilo fumê atrás do seu.

Os vidros não permitiam ver quem estava dentro pelas laterais nem pelo para-brisa.

- Estou com uma sensação que estamos sendo seguidos Léo.

Léo deu uma olhada para trás e aos se voltar para frente disse:

- Estranho mesmo esse carro ser todo negro incluindo os vidros.

Neste exato momento, o carro acelerou e tentou ficar paralelo com o deles.

- Mas que diabos? O que esse cara está pretendendo? – perguntou Léo.

Neste exato momento uma lâmina saiu de um círculo na calota do carro e cortou o pneu do Fiat Siena que Hank havia alugado.

- Segure-se Léo ele quer nos fazer bater!

Hank então pisou no freio. Devagar o carro foi parando, mas com o esforço o pneu foi secando e o outro carro acelerou e disparou sumindo em uma curva.

Hank conseguira fazer com que eles saíssem sem maiores danos, mas tinha entendido o que acontecera.

- Ele quis nos dar um aviso para ficar longe Léo. Com certeza deve ter percebido que nós tínhamos ido até Silvia e deve ter ficado receoso de algo.

- Parece que conseguimos algo. Se ele quis nos dar um aviso, então é sinal que estamos na pista certa. Talvez sua mãe saiba de algo que possa nos levar até o assassino.

No dia seguinte Léo tinha acabado de almoçar quando Lívia atendeu o telefone que tocara. Era Silvia.

Silvia e Lívia pouco se falavam, mas não tinham raiva uma da outra. Silvia entendera que seu caso casamento com Valdir não dera certo e partira para outra, mas jamais esqueceria seu filho que ficara morando com o esposo, pois ela ficaria muito pouco em casa e daria menos atenção a Léo. Léo que já não era tão pequeno ficou chateado no começo pois estava longe da mãe, mas ao saber que sempre falaria com ela quando quisesse e a chegada de Lívia que ele gostou muito fez ele aceitar tudo mais depressa.

- Léo. O telefone. É a sua mãe.

CONTINUA…

Por Alci Santos

CASA DO TERROR – A BRUXA – PRÓLOGO


Esta obra é baseada na série de televisão “Hammer House of Horror”. Episódio: Witching Time.

***

Uma linda mulher troca de roupa em seu quarto no segundo andar de sua casa. Ela não sabe que algo maligno se aproxima. Uma criada que saíra do quarto carregando a roupa suja desce as escadas sem notar nada. Algo se aproxima da porta do quarto arfando mais do que nunca e vê a mulher totalmente nua. A mesma pega uma roupa de dormir e envolve em seu corpo perfeito.
Quando senta-se na cadeira para pentear os cabelos olhando-se no espelho na parede.
Algo avança em sua direção rapidamente. Ela sente a aproximação e quando olha para trás, horrorizada dá um grito.

Continua…

Por Alci Santos

CORREIO BR: CASA DO TERROR! MUDANÇAS.


Bom dia a todos.

Anunciei no inicio da semana que publicaria a nova série ou minissérie (ainda estou decidindo) no meio da semana e vou cumprir, porém haverá uma modificação no conteúdo da série.

Agora eu contarei as histórias que foram ao ar em 1980 na série “HAMMER HOUSE OF HORROR”  e chamada aqui no Brasil de “CASA DO TERROR” sob minha ótica. Tentarei não sair muito do tema já que a série escrita aqui será “baseada” na série televisiva e não um relato 100% fiel.

A série televisiva exibiu episódios de 50 minutos cada. A série foi lançada no Brasil em 2 dvds que na verdade eram previstos para três e ficou incompleta.

As histórias contadas nessa minisséries continuarão sendo de caráter eventual, ou seja podem sair em qualquer parte do ano e quantas vezes forem possíveis, diferente das outras que são contadas em um período certo.

A primeira história será “A Bruxa”, baseada no episódio “Witching Time” ou “Tempo de Bruxaria” no Brasil.

Espero que gostem desta publicação prestes a estrear.

Por Alci Santos

CORREIO BR: CASA DO TERROR!


Boa tarde a todos.

Depois de muito tempo procurando uma oportunidade para uma minissérie de terror, chega essa semana CASA DO TERROR.

Diferente das outras minisséries por seu teor, cada capítulo será publicado no meio de semana.

Casa do Terror é ambientada inicialmente em uma casa para aluguel no estilo da casa de  Amityville onde seus moradores contam histórias de terror que aconteceram com eles.

As histórias contadas nessas minisséries são de caráter eventual, ou seja podem sair em qualquer parte do ano e quantas vezes forem possíveis, diferente das outras que são contadas em um período certo.

Espero que gostem desta publicação prestes a estrear.

Por Alci Santos

HANK – SEM SAÍDA – CAP.4


Léo e Hank chegaram em um grande prédio pintado de verde. Na fachada estava escrito em letras bem grandes: “ESPAÇO DE DANÇAS ESTADUAL”.
Entraram e se informaram onde a professora Silvia dava aulas. Caminharam até a porta da sala e pelo vidro na porta Léo notou logo que sua mãe estava lá dentro.
Bateram então na porta e uma mulher aparentemente com seus 45 anos veio abrir…
Quando viu Léo, um grande sorriso se pôs naquele rosto branco quase pálido.
– Léo meu amor, você por aqui? Como me achou?
– Oi mãe – Disse ele dando um abraço apertado na mulher.
– Mãe estou aqui para conversar mas não quero atrapalhar sua aula.
– Conversar sobre o que amor, pode adiantar?
– Não finja que não sabe mãe. Logo você, querendo se fazer de boba. Esse aqui é um amigo de papai, o Detetive Hank. Ele vai nos ajudar a descobrir quem incriminou papai.
– Hummm prazer. Espero que consigam o que querem. Vamos fazer o seguinte: Depois dessa aula teremos o intervalo e então conversaremos. Esperem ali na lanchonete.
Vinte minutos se passaram e então ela apareceu na lanchonete, sentou-se e foi logo falando:
– E então senhor Hank em que posso ajuda-lo?
– Sra. Silvia não quero lhe importunar muito, afinal sei que tem obrigações então vou lhe perguntar apenas o imprescindível certo? – Disse o detetive olhando-a nos olhos.
– Tudo bem, siga em frente – disse a mulher sorrindo.
– Em primeiro lugar gostaria de saber se o seu ex-marido lhe confidenciou alguém que poderia vir a ser seu inimigo.
– Acho que poderia ter alguns que poderiam meter a mão no dinheiro da empresa, mas nenhum que pudesse matar para incriminá-lo e o mandar para a cadeia.
– A Sra. tem como me passar o nome dessas pessoas? Não precisa ser agora. Aqui está o meu cartão. Se lembrar de alguém me ligue.
– Está bem vou refletir e vamos ver o que posso lembrar.
– Obrigado.

CONTINUA…

Por Alci Santos

HANK – SEM SAÍDA – CAP.3


No dia seguinte…

- Estou precisando falar com ela neste momento.

- Sr. Léo, ela não mora mais aqui. – disse o rapaz que era responsável pela limpeza do prédio. Ela mesma pediu para não dar o endereço.

Léo então tirou do bolso uma nota de cinquenta reais e a colocou na mão do homem.

- Isso aqui é para “amolecer” a sua língua.

- Humm, o senhor sabe negociar – falou o rapaz rindo – bom ela pediu para não dizer onde mora, porém não pôs restrição no local do seu trabalho que é em uma escola de danças e eu acho que ela é professora. Aqui está o endereço. É um cartão que ela deixou aqui na portaria se houvesse necessidade de ligar para ela. E como o senhor que é conhecido dela está com necessidade, agora ele é seu.

Após tomar o caminho para casa, Léo recebeu um telefonema.

- Alô?

- Léo? Chegou um moço aqui que quer falar com você. Disse que o nome dele é Hank – falou Nádia do outro lado da linha.

- Nádia, por favor faça companhia a ele pois ele vai ser de grande importância para descobrir quem está por trás da prisão de meu pai.

- Graças a Deus – disse Nádia.

- Aguarde que estou chegando.

Meia hora depois, Léo já estava em casa.

- Então o senhor e meu pai são grandes amigos?

- Sim Léo. Somos amigos de infância. Na verdade, melhores amigos de infância.Naquele tempo, seu pai me livrava de muitas encrencas. Como eu era baixinho, ele me defendia de muitos meninos que se diziam machões, mas na hora que seu pai chegava, todos fugiam e eu ficava aliviado. Mas muitas vezes livrei seu pai da reprovação certa. Um dia ele estava desesperado e durante uma semana ensinei matemática financeira para ele, isso já na faculdade. Mas ele conseguiu a média para passar com folga. E assim até hoje quando um precisa do outro, sempre os problemas são resolvidos.

- É muito bom saber que temos uma pessoa que podemos confiar, seu Hank – disse Léo

- Não precisa me tratar de “seu”. Chame-me apenas de Hank.

- Nesse momento estamos desesperados e sem saber o que fazer – falou Nádia soltando uma lágrima.

- A senhora é a esposa dele?

- Sim Hank, nós somos muito unidos e eu pretendo levar essa investigação até o fim, custe o que custar. Nós nos amamos muito e não pretendo deixa-lo apodrecendo ao lado de bandidos de alta periculosidade, mesmo ele tendo diploma.

- A partir de agora somos todos amigos e vamos todos trabalhar para descobrir quem está por trás de tudo isso e enviá-lo para a cadeia mais próxima e livrar seu pai Léo e esposo Nádia da cadeia.

- Então Hank aqui está o endereço de onde Silvia trabalha. Ela é a “ex” de meu pai.

- Humm… excelente começo Léo. Vamos lá agora mesmo.

CONTINUA…

Por Alci Santos